Legal. Há um mês fiz um ano de Astrolábia e nem percebi. Mas porque deveria? Será que escrever um pouco sobre mim aqui me legou novas atitudes, novas sensações? Por que às vezes a gente se sente como se permanecesse sempre o mesmo, estagnado, fincado na terra sem alguém sequer tropeçar na gente? A vida é uma constante mudança (estranho, constante não muda, agora acho que entendi esse clichê, ou passei a entender de outra forma… Quase como Andy Warhol disse certa vez, “Eu sou uma pessoa profundamente superficial!”…) mesmo?
Bom, nesse ano que passou, por ter me mudado pra outra cidade, fiz novos amigos… Mas me distanciei dos antigos. Agora quando volto pra minha cidade natal me sinto estranho, como se não fizesse mais parte daquilo, como se não me aceitassem, como se não me quisessem mais por perto… Acho que com a transposição de uma parede podemos ver que atrás dela tinha outra parede, talvez até mais alta, mas que tem que ser transposta também. Um problema nunca é um problema. São vários, inúmeros, mas que vêm em taxas, gradativamente, para que possamos aprender o passo-a-passo da sua resolução completa. Mas o que tem depois da última parede?
Desculpem tantas metáforas, é bom deixar isso um pouco oculto mesmo… Indagações que talvez não mereçam a menor das atenções, mas desabafar no teclado às vezes ajuda a desanuviar os pensamentos…
Valeu Astrolábia!
Escrito por Luís Renato