Semana 2

27, Março, 2009

Ontem comecei minha segunda semana de treinamento das 100 flexões. Antes disso, refiz o teste inicial, e consegui desempenhar 20 flexões até não conseguir mais nenhuma. Um aumento de um terço do que eu conseguia uma semana atrás. Como físico, não posso deixar de analisar este processo. Verei em seis semanas o quanto eu consigo melhorar, e calcular uma taxa de aumento semanal… Quem sabe até criar uma função matemática que descreva o processo de desenvolvimento… Vai que isso me rende uma publicação! Sonhar é livre de custos…


Primeiro Dia…

18, Março, 2009

Comecei tudo certo. Bom, talvez nem tanto. Saí de minha cidade às 5h 20m da manhã, e fui tomar um café-da-manhã em Campinas. Caríssimo, pois é café de rodoviária, sempre rola uns lances desses. Mas ao longo do dia consegui seguir a idéia de fazer pequenas refeições, pequenas e em maior número. O problema foi o jantar, pois fui convidado a ir a uma lanchonete e “tomar umas”. Chegando em casa, concluí o primeiro dia do programa das 100 flexões, que consistia em cinco séries com um número diferente de repetições para cada uma, na seguinte ordem: 10, 8, 7, 7 e a última série deveria ter o maior número de repetições que aguentássemos, e no caso foram 6. Na sétima, meus braços morreram. Acordei hoje com uma dor nos músculos do peito, tríceps e nos serráteis (os que recobrem as costelas). Engraçado doerem-me os serráteis. São músculos pequenos, e eu não imaginava que flexões faziam-nos trabalhar. Bom saber. Quinta-feira será o segundo dia de trabalho braçal.

Também, estou me alimentando melhor. Estou comendo cereais e mais alimentos naturais. E pretendo aniquilar os industrializados cheios de químicos da minha dieta por toda a minha vida. Nada mais de refrigerantes, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, sucos em pó e todos os outros alimentos que contiverem qualquer tipo de componente sintético. E antes que me falem “Vai ter que parar de beber”, digo que as cervejas são produzidas industrialmente, porém sem químicos. Tudo é natural.


Teste Inicial do Programa

17, Março, 2009

O programa “One Hundred Push-Ups” tem um teste inicial, que consiste em fazer quantas flexões de braço conseguir. O meu deu 15, o que significa que eu devo partir do Nível 3, segundo a tabela abaixo.

Age < 40 years 40 – 55 years > 55 years
Rank
number of pushups performed
1 0-5 0 – 5 0 – 5
2 6 – 14 6 – 12 6 – 10
3 15 – 29 13 – 24 11 – 19
4 30 – 49 25 – 44 20 – 34
5 50 – 99 45 – 74 35 – 64
6 100 – 150 75 – 124 65 – 99
7 150 & above 125 & above 100 & above

Também decidi seguir o programa do blog português, que pode ser visto aqui.

Volto logo com o resultado do primeiro dia de treinamento.


Chegou a hora…

17, Março, 2009

Bom, tá aí. Chegou a hora… Se alguém que me conhece há algum tempo for perguntado “no que mais mudei nos últimos 10 anos?”, certamente responderiam que foi meu perímetro horizontal. Barriga, bem como a circunferência de todos os membros (sem piada). Dados concretos de 1997 retirados da minha memória, quando então eu tinha apenas 14 anos me disseram bastante claramente:

-Tá na hora de mudar isso de uma vez por todas.

Naquele ano, freqüentava (com trema mesmo! Pro Inferno com o Acordo Ortográfico de 2008) uma boa escola. Aliás, ótima. Perodicamente fazíamos exames de, entre outras coisas,  altura e peso corporal, e bem me lembro do último: 177 cm, 75 kg. Bons atributos para um garoto que chegava à puberdade. Eu aproveitava muito bem as aulas de Educação Física, que aconteciam três vezes por semana (guarde bem, três vezes por semana!), pois gostava da prática esportiva, e não negava oportunidade alguma de me exercitar, fosse qual fosse a modalidade. Lembro-me de uma vez irmos a uma sala onde haviam aparelhos de ginástica olímpica, e alguns exercícios foram-nos passados pelo professor, mas a falta de interesse dos estudantes da minha turma impediu que continuássemos tais práticas, e retornamos ao tradicional futebol de salão. Uma situação que reflete bem os resultados do Brasil nos Jogos Olímpicos e Campeonatos de Futebol. Claro que a falta de acesso da maioria da população à prática de um esporte olímpico no país é, sem qualquer sombra de dúvida, a principal causa dos tais resultados. Mas a falta de interesse também o é. Mas, como disse, meu colégio era bom. Tínhamos bons professores também para as matérias que se cursava em sala de aula com lousa. E aprendíamos bastante também. Então também tínhamos de cuidar de nossas mentes, pois o vestibular chegava ao final do terceiro ano. Havia alunos que não se interessavam nem pelo futsal, e tratavam de arranjar uma desculpa na forma de atestado médico (forjado, em alguns casos) para que o professor-treinador os dispensasse. Sem julgamento, todos têm o direito de serem preguiçosos e fazerem o que quiserem, mas o fato de isso ser ruim à saúde designa o bom-senso (ou seria bonsenso, a partir de 2009?) das pessoas. Então, de uma classe de 40 alunos, homens e mulheres bem repartidos, 50-50 (%, se não entendeu), apenas uns 15 rapazes freqüentavam as aulas como eu, ou seja, 3 vezes por semana (as garotas jogavam vôlei; naquela época ainda não se via tantas mulheres gostando bastante de futebol como hoje). Às vezes eu também jogava vôlei e nadava (tinha piscina no colégio). Bom, pra concluir logo o raciocínio, era uma época que eu era bem ativo fisicamente, pois além de fazer a educação física, andava de bicicleta pela cidade sempre que precisava. Algumas vezes ia pra escola com ela também.

Hoje, a situação é a seguinte: 26 anos, 1,85 m de altura, 101 kg. Não digo que eu esteja obeso, pois a atividade física que eu executava me rendeu uma boa musculatura e ossatura, mas vê-se o acúmulo dos 16 kg de excesso de tecido adiposo no meu corpo, principalmente na barriga e no peito. Ainda ando de bicicleta, vou à Universidade todos os dias com ela, mas apesar disso, não é a mesma coisa. Passam-se 15 minutos exatos entre o momento que eu saio da porta da minha casa até o instante em que passo o cadeado pelo quadro da bike e o poste mais próximo da sala onde haverá aula. A maior parte do trecho é em aclive.

De acordo com algumas tabelas, 15 minutos de bicicleta eliminam míseras 140 calorias, ou seja, basta-me algum chocolatezinho para repôr toda essa energia, e ainda ter um saldo positivo. Mas esta situação, que apesar de estar longe da ideal, já foi pior. m 1999, mudei de escola. Não tinha educação física. Meu peso subiu 6 kg. Mas até aí, tudo bem. Eu ainda crescia para cima. Em 2001, com 18 anos, fui estudar num cursinho pré-vestibular. Sem Educação Física, comecei um período de engorda sem crescimento. Em 2002, entrei na faculdade particular, fazendo Engenharia, e no turno da noite. Sem Educação Física. Engordei mais um pouco. Beirei os 100 kg, e aí eu vi que estava na hora de agir. Em janeiro de 2003, comecei a me exercitar por conta própria. Comecei a correr na avenida. Com que freqüência? Acertou. 3 vezes por semana. 5 km por dia, andava mais 2 até voltar pra casa, e à noite continuava indo à faculdade.  Em março já tinha me livrado de toda a gordura indesejada e retornado aos meus 85 kg, meu peso ideal ed acordo com alguns especialistas. Vi que este era um bom peso, e me mantive exercitando um pouco menos pois já não era necessário tanto esforço. Em Setembro, arranjei um emprego em período integral, e ainda ia à faculdade à noite. Como ainda era um trabalho que me consumia e rendia algum suor, fiquei um tempo sem engordar, mas quando saí dele, em março de 2004, depois de exatos 6 meses, não demorou muito até reencontrar alguns amigos que fiz no trabalho e logo de cara ouvir “tá engordando, hein?”. Mudei de emprego, e minhas horas livres para exercícios foram preenchidas com trabalho. Nem precisa dizer o que aconteceu. No meio daquele ano, já estava com 100 kg de novo. E foi quando decidi que o curso de engenharia não era o que eu queria, nem faculdade particular. Decidi prestar vestibular, mas só na Unicamp, pois Campinas é quase vizinha da minha cidade, e aí eu largaria o trabalho para fazer 2 cursos ao mesmo tempo, terminando a engenharia na faculdade que eu já cursava, para não desperdiçar o investimento que meu pai havia feito em mim durante 3 anos. Mas não passei. Nem em 2004, nem 2005. Só no final de 2006, entrei na UFSCar, onde estou desde então, e me formei na faculdade particular (que já faz muita propaganda, por isso evito dizer seu nome). Também no final de 2006, me ocorreu um problema com uma garota, o qual me tirou o apetite por vários e vários dias, e eu aproveitei esta falta de apetite pra fazer uma dieta. Deu certo. Comia muito menos, mas depois de uns 3 meses, já tinha perdido todo o excesso e voltado novamente aos 85.

E comecei a trilhar o caminho mais legal da minha vida. UFSCar. Curso: Física (não confundir com Educação Física, já que foi citada tantas vezes aqui). Fiz novos amigos e vi que o curso era bem o que eu queria. Mas é um curso difícil, e demanda muito estudo. Muito mesmo. Não me sobra tempo pra atividades. Aliás, sobra um pouco, que talvez até seja suficiente. Porém esqueci de contar que em 2004, jogando o esporte conhecido aqui em Jundiaí como “Taco”, que em alguns lugares é “Bets”,  depois de um movimento de extensão brusquíssimo, machuquei o pé, causando assim uma lesão chamada de Tendinite de Aquiles. Isso me impede até hoje de me exercitar com corrida a pé, pois o impacto e o tipo do movimento pioram a dor que tenho. Daí, os 15 minutos que levo pra ir até a facul, e os 10 que levo pra voltar (pra ir é subida, pra voltar… adivinha!) não somam o suficiente para que eu perca a gordura em excesso. Bicicleta não me causa dor alguma. Ao contrário, retira-ma.

Porém, apesar de gostar de correr a pé, sou impedido. Solução? Buscar outra forma de gastar a energia que acumulo. Comer menos, pra começar, pois está aí outra coisa que adoro fazer. Mas não é tudo. Gostaria muito de voltar à rotina dos exercícios aeróbicos 3 vezes por semana, pois é aí que reside a certeza de eu voltar à velha forma. Hoje achei uma alternativa, buscando uma forma de aumentar meu metabolismo. Encontrei um blog português, que passou a dica do site http://onehundredpushups.com que eu pretendo seguir, e postar meu progresso neste blog. Desta forma pretendo alcançar uma melhora no meu metabolismo, em busca de um objetivo: 16 quilos mandados (literalmente) pro ralo.

Até a próxima.