Chegou a hora…

Bom, tá aí. Chegou a hora… Se alguém que me conhece há algum tempo for perguntado “no que mais mudei nos últimos 10 anos?”, certamente responderiam que foi meu perímetro horizontal. Barriga, bem como a circunferência de todos os membros (sem piada). Dados concretos de 1997 retirados da minha memória, quando então eu tinha apenas 14 anos me disseram bastante claramente:

-Tá na hora de mudar isso de uma vez por todas.

Naquele ano, freqüentava (com trema mesmo! Pro Inferno com o Acordo Ortográfico de 2008) uma boa escola. Aliás, ótima. Perodicamente fazíamos exames de, entre outras coisas,  altura e peso corporal, e bem me lembro do último: 177 cm, 75 kg. Bons atributos para um garoto que chegava à puberdade. Eu aproveitava muito bem as aulas de Educação Física, que aconteciam três vezes por semana (guarde bem, três vezes por semana!), pois gostava da prática esportiva, e não negava oportunidade alguma de me exercitar, fosse qual fosse a modalidade. Lembro-me de uma vez irmos a uma sala onde haviam aparelhos de ginástica olímpica, e alguns exercícios foram-nos passados pelo professor, mas a falta de interesse dos estudantes da minha turma impediu que continuássemos tais práticas, e retornamos ao tradicional futebol de salão. Uma situação que reflete bem os resultados do Brasil nos Jogos Olímpicos e Campeonatos de Futebol. Claro que a falta de acesso da maioria da população à prática de um esporte olímpico no país é, sem qualquer sombra de dúvida, a principal causa dos tais resultados. Mas a falta de interesse também o é. Mas, como disse, meu colégio era bom. Tínhamos bons professores também para as matérias que se cursava em sala de aula com lousa. E aprendíamos bastante também. Então também tínhamos de cuidar de nossas mentes, pois o vestibular chegava ao final do terceiro ano. Havia alunos que não se interessavam nem pelo futsal, e tratavam de arranjar uma desculpa na forma de atestado médico (forjado, em alguns casos) para que o professor-treinador os dispensasse. Sem julgamento, todos têm o direito de serem preguiçosos e fazerem o que quiserem, mas o fato de isso ser ruim à saúde designa o bom-senso (ou seria bonsenso, a partir de 2009?) das pessoas. Então, de uma classe de 40 alunos, homens e mulheres bem repartidos, 50-50 (%, se não entendeu), apenas uns 15 rapazes freqüentavam as aulas como eu, ou seja, 3 vezes por semana (as garotas jogavam vôlei; naquela época ainda não se via tantas mulheres gostando bastante de futebol como hoje). Às vezes eu também jogava vôlei e nadava (tinha piscina no colégio). Bom, pra concluir logo o raciocínio, era uma época que eu era bem ativo fisicamente, pois além de fazer a educação física, andava de bicicleta pela cidade sempre que precisava. Algumas vezes ia pra escola com ela também.

Hoje, a situação é a seguinte: 26 anos, 1,85 m de altura, 101 kg. Não digo que eu esteja obeso, pois a atividade física que eu executava me rendeu uma boa musculatura e ossatura, mas vê-se o acúmulo dos 16 kg de excesso de tecido adiposo no meu corpo, principalmente na barriga e no peito. Ainda ando de bicicleta, vou à Universidade todos os dias com ela, mas apesar disso, não é a mesma coisa. Passam-se 15 minutos exatos entre o momento que eu saio da porta da minha casa até o instante em que passo o cadeado pelo quadro da bike e o poste mais próximo da sala onde haverá aula. A maior parte do trecho é em aclive.

De acordo com algumas tabelas, 15 minutos de bicicleta eliminam míseras 140 calorias, ou seja, basta-me algum chocolatezinho para repôr toda essa energia, e ainda ter um saldo positivo. Mas esta situação, que apesar de estar longe da ideal, já foi pior. m 1999, mudei de escola. Não tinha educação física. Meu peso subiu 6 kg. Mas até aí, tudo bem. Eu ainda crescia para cima. Em 2001, com 18 anos, fui estudar num cursinho pré-vestibular. Sem Educação Física, comecei um período de engorda sem crescimento. Em 2002, entrei na faculdade particular, fazendo Engenharia, e no turno da noite. Sem Educação Física. Engordei mais um pouco. Beirei os 100 kg, e aí eu vi que estava na hora de agir. Em janeiro de 2003, comecei a me exercitar por conta própria. Comecei a correr na avenida. Com que freqüência? Acertou. 3 vezes por semana. 5 km por dia, andava mais 2 até voltar pra casa, e à noite continuava indo à faculdade.  Em março já tinha me livrado de toda a gordura indesejada e retornado aos meus 85 kg, meu peso ideal ed acordo com alguns especialistas. Vi que este era um bom peso, e me mantive exercitando um pouco menos pois já não era necessário tanto esforço. Em Setembro, arranjei um emprego em período integral, e ainda ia à faculdade à noite. Como ainda era um trabalho que me consumia e rendia algum suor, fiquei um tempo sem engordar, mas quando saí dele, em março de 2004, depois de exatos 6 meses, não demorou muito até reencontrar alguns amigos que fiz no trabalho e logo de cara ouvir “tá engordando, hein?”. Mudei de emprego, e minhas horas livres para exercícios foram preenchidas com trabalho. Nem precisa dizer o que aconteceu. No meio daquele ano, já estava com 100 kg de novo. E foi quando decidi que o curso de engenharia não era o que eu queria, nem faculdade particular. Decidi prestar vestibular, mas só na Unicamp, pois Campinas é quase vizinha da minha cidade, e aí eu largaria o trabalho para fazer 2 cursos ao mesmo tempo, terminando a engenharia na faculdade que eu já cursava, para não desperdiçar o investimento que meu pai havia feito em mim durante 3 anos. Mas não passei. Nem em 2004, nem 2005. Só no final de 2006, entrei na UFSCar, onde estou desde então, e me formei na faculdade particular (que já faz muita propaganda, por isso evito dizer seu nome). Também no final de 2006, me ocorreu um problema com uma garota, o qual me tirou o apetite por vários e vários dias, e eu aproveitei esta falta de apetite pra fazer uma dieta. Deu certo. Comia muito menos, mas depois de uns 3 meses, já tinha perdido todo o excesso e voltado novamente aos 85.

E comecei a trilhar o caminho mais legal da minha vida. UFSCar. Curso: Física (não confundir com Educação Física, já que foi citada tantas vezes aqui). Fiz novos amigos e vi que o curso era bem o que eu queria. Mas é um curso difícil, e demanda muito estudo. Muito mesmo. Não me sobra tempo pra atividades. Aliás, sobra um pouco, que talvez até seja suficiente. Porém esqueci de contar que em 2004, jogando o esporte conhecido aqui em Jundiaí como “Taco”, que em alguns lugares é “Bets”,  depois de um movimento de extensão brusquíssimo, machuquei o pé, causando assim uma lesão chamada de Tendinite de Aquiles. Isso me impede até hoje de me exercitar com corrida a pé, pois o impacto e o tipo do movimento pioram a dor que tenho. Daí, os 15 minutos que levo pra ir até a facul, e os 10 que levo pra voltar (pra ir é subida, pra voltar… adivinha!) não somam o suficiente para que eu perca a gordura em excesso. Bicicleta não me causa dor alguma. Ao contrário, retira-ma.

Porém, apesar de gostar de correr a pé, sou impedido. Solução? Buscar outra forma de gastar a energia que acumulo. Comer menos, pra começar, pois está aí outra coisa que adoro fazer. Mas não é tudo. Gostaria muito de voltar à rotina dos exercícios aeróbicos 3 vezes por semana, pois é aí que reside a certeza de eu voltar à velha forma. Hoje achei uma alternativa, buscando uma forma de aumentar meu metabolismo. Encontrei um blog português, que passou a dica do site http://onehundredpushups.com que eu pretendo seguir, e postar meu progresso neste blog. Desta forma pretendo alcançar uma melhora no meu metabolismo, em busca de um objetivo: 16 quilos mandados (literalmente) pro ralo.

Até a próxima.

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