Os Olhos Mais Lindos da Língua Portuguesa

7, Março, 2008

Num passo, um relance infindável.
Mais azuis do que o verão,
seus ternos olhos, tocando-me,
causaram dias de impressões.

Olhos frágeis e belos como cristais,
harmoniosos de brilho e profundeza,
perfumados pelo aroma da alma…
Brisa sensível de frescor.

Como quisera, um segundo mais,
merecer seu saboroso fito!
Deleite a buscar, incessante
até achar, de novo, um passo…

Luís Renato


Eclipse

20, Fevereiro, 2008

Hoje é dia de eclipse lunar. Precisamente às 22h46 (Brasília) a lua começará a se esgueirar para trás do nosso planeta, justamente acima da parte onde se localizará, neste horário, toda a América. Sim, crianças. Eclipse Total!, entrando na fase completamente escura à 0h01min e durando até 0h51min, e finalizando a umbra (período mais escuro do eclipse lunar, o mais perceptível ao olho nu) as 2h09 do dia 21. Essas são as informações oficiais. Esses horários podem variar alguns minutos devido à distância das outras cidades em relação à Brasília, tomada aqui por referência. Em Jundiaí-SP, onde moro, fiz minha simulação e ela diz que devemos ter às 23h42 minutos o início, e final às 03h12 do dia 21. Não sei o que houve para haver esse atraso de uma hora. Não, meu relógio não está no horário de verão. O que é estranho, pois o programa é bem preciso. Mas na verdade, uma hora antes ou depois, o que realmente importa é o espetáculo. Um pouco antes ou um pouco depois de 0h01min saia pro quintal porque vai estar acontecendo (ou prestes a acontecer), e não teremos outro desses assim tão cedo. Somente em 2015.

Se eu tirar alguma foto, posto aqui.

Se me inspirar alguma poesia, idem.

Abaixo vai a tabela com os horários oficiais.

Horário de eventos do Eclipse Lunar

Lua entra na Penumbra 21:34:47 (hora local, 20/fev)
Lua entra na Umbra
22:42:48
Início da totalidade
00:00:22 (hora local, 21/fev)
Maximo do Eclipse 00:25:53
Fim da totalidade 00:51:21
Lua sai da Umbra 02:08:55
Lua sai da Penumbra 03:17:04


Fim de Semestre…

29, Novembro, 2007

Meu, que correria… sem tempo até pra respirar, quem dera pra postar algo útil no Astrolábia. Sorte que hoje descolei algumas horas e aqui vai mais alguma curiosidade astronômica. Desta vez vai uma seqüência de fotos que acidentalmente ficaram artísticas da superfície de Marte, tiradas pelas expedições que já se enviou àquele planeta.

Para ver, “estale” aqui.

***

Hoje a Lua pôde ser vista às 10 horas da manhã. Se puder ser vista novamente à noite, o que não posso afirmar com certeza, em horário próximo das 23 horas, o ponto vermelho que se encontrará próximo a ela é o planeta Marte. Com um telescópio simples ou até mesmo um binóculo é possível observá-lo com boa aproximação.

Divirtam-se!


Ainda Penso…

13, Novembro, 2007

Penso que tudo seria diferente,
sem qualquer hesitação, de repente,
quando, a um passo em minha frente
criasse asas meu desejo ardente.

Por que me fiz tão conseqüente,
a sentir profunda dor até o presente?
O coração ávido, a razão negligente,
o afeto exagerado, a atitude insaliente?

E de maneira deveras contundente
selei meu destino descontente,
e fui pra longe, tão somente
para esquecer-te, insistente…

Luís Renato


Saturno!

4, Novembro, 2007

Nesta noite de 04/11/2007 Saturno pode ser visto novamente no céu, depois de alguns meses semi-oculto.

Vou observá-lo, caso o tempo desanuvie-se, e fotografarei.

 

Em breve, a foto aqui!

 


(Falta de) Consciência

26, Outubro, 2007

Ontem, depois de concluídos meus afazeres estudantis, voltei pra casa à noite, e os meus companheiros de república não estavam todos presentes. Ítalo dormia, Geléia via TV e Leandro e Márcio estavam ainda em aula. Foi quando liguei para minha mãe, em Jundiaí, para contar-lhe da viagem a Brasília que havia feito no dia anterior. Durante minha chamada pelo celular, o telefone fixo da república tocou, e o Geléia atendeu. Era o Leandro, pedindo pra falar com o Ítalo (Julgou que Geléia era muito “mocinha” para a missão que demandava auxílio). Depois que este atendeu, só ouvi as palavras mais enfáticas: “Quê?” ”Cobra?” “Caralho!”… Eu ainda falava com a minha mãe no meu quarto, então me equivoquei no raciocínio.

Notei que houve uma movimentação espalhafatosa dos dois que falaram com o Leandro, e tudo o que passou pela minha mente foi “Nossa, acho que uma cobra atacou o Leandro e ele está chamando por socorro… TENHO QUE IR AJUDAR!!”. Despedi-me da minha mãe, e corri ajudar os dois no resgate e no abate da cobra, pois, no caso de ser venenosa, há a necessidade de levá-la ao hospital junto da vítima, com a finalidade de descobrirem qual era o antídoto específico para o tipo de peçonha. Quando cheguei ao local do provável ataque, que era na esquina ao lado do prédio onde moro, vi Leandro, Geléia e Ítalo brandindo um rodo, uma cobra estufada de areia, dessas de pôr no sopé da porta para evitar que batam com o vento, e tijolos, prontos para massacrar a cobra coral que até então nada tinha feito contra nenhum dos três e estava quieta na calçada. Eles hesitavam e indagavam-se sobre quem seria o autor da primeira investida contra a coral cujo único erro foi sair de seu lar e deixar-se ver publicamente. Geléia pegou um tijolo baiano que lá estava, postou-se do outro lado da cobra, mais próximo da região cefálica, e atirou o tijolo, que se quebrou ao atingi-la no meio do dorso, enquanto um pedaço grande e pesado desse tijolo, que permanecera intacto, tombou em cima e impediu-a de fugir. Eu não apoiei em momento algum essa atitude de meus companheiros; pelo contrário, sugeri que chamassem os bombeiros para que recolhessem o animal e dessem-lhe o destino mais apropriado. Após a tijolada, leandro veio com o rodo para tentar esmagar-lhe a cabeça, e após o primeiro golpe, que não foi certeiro, a cobra percebeu o que acontecia e tentou fugir, então percebi que apenas a parte anterior ao ponto onde o tijolo acertara se movimentava desesperadamente para a fuga. Geléia lhe quebrara a coluna. Tentando fugir com a parcela de seu corpo que ainda podia se mover, ela tentava alcançar o pequeno muro de blocos que antes havia transposto, mas que agora não conseguia devido ao golpe com o tijolo e ao obstáculo que o peso deste em seu dorso lhe impunha. Leandro investiu mais algumas vezes, e cada vez que acertava, melhor calculava o próximo golpe, acertando sempre na cabeça. Quebrou o rodo com os mais de trinta golpes que desferiu contra o encéfalo já inconsciente do bicho, já bem indefeso.

Tudo isso me fez lembrar de quando uma vez tirava o carro da garagem da empresa em que meu pai trabalha. Vi na frente do portão uma mãe e seus dois filhos ainda abaixo dos 10 anos de idade, aparentemente bem pobres, que observavam uma pequena cobra que de tão pequena era facilmente esmagável mesmo com um pé calçado de criança. Era de um tipo não tão incomum naquele local. A mãe dizia a um deles “Mata!”, e o outro desobedecia “Não mata, não!”… E achei fantástica a consciência ambiental que as duas crianças demonstraram naquela situação. Consciência que nem a própria mãe detinha, e que, ontem, nem mesmo meus companheiros de república, estudantes universitários, provaram ter.


Filhos da Puta!

23, Outubro, 2007

Bloquearam o acesso à foto da constelação de Órion da última postagem. E não consigo achar outra igual. Cambada de direitistas! Viva o Software Livre, a Via Láctea e o livre tráfego de informação pela internet! Abaixo os direitos de Copyright! Viva a pirataria consciente e a Anarquia na grande rede!


Nebulosa de Órion

18, Outubro, 2007

Resolvi fazer um post rápido só pra atualizar o Astrolábia postando a foto da Grande Nebulosa de Órion em tamanho grande, pra vocês verificarem que quando eu disse “uma das mais esplêndidas maravilhas do céu” eu não estava com brincadeira.

Clique aqui para ver!

Dá pra imaginar o que é ver isso com seus próprios olhos? Não é a mesma coisa da foto, devido à definição da imagem ser muito superior, mas assim que o céu noturno ficar mais límpido, eu tiro uma foto e posto aqui pra todo mundo notar a diferença.

A localização dessa nebulosa no céu é a seguinte:

 

Órion é formada pelas estrelas que aqui aparecem em azul e a estrela amarelada no alto da figura. No hemisfério sul (da Terra, obviamente), vemos essa imagem “de cabeça para baixo”, atrapalhando um pouco na hora de comparar a figura com o céu real. As três estrelas azuis no centro da figura são as famosas “Três Marias”; todo mundo já ouviu falar delas, mas pouca gente sabe que elas figuram o também famoso “Cinturão de Órion”. A estrela amarelada no topo chama-se “Betelgeuse”, e é uma das mais brilhantes no céu , quando o observamos a olho nu. Então, a Grande Nebulosa de Órion é o ponto lilás logo abaixo da “Maria do Meio”, ou da “Fivela de Órion” (denominações criadas por mim só pra explicar direitinho, hehehe…). Lembrando que, como na realidade a figura é vista de ponta-cabeça, a nebulosa se encontrará ACIMA da Maria do Meio ou da Fivela. É fácil localizá-la e observá-la, mesmo a olho nu, ou com um binóculo simples, e a imagem é bacana. Só não espere ver algo tão belo e diferente como a figura do link lá em cima, pois, repito, aquela foto foi tirada por um equipamento de pesquisa. Em observações terrestres não se pode obter com facilidade uma imagem tão bem definida.


Justificativa – Parte 2

24, Setembro, 2007

Bom, como não consegui tempo livre nem tempo bom pra tirar fotos dos astros, pois nestes dias que se passaram o céu estava muito poluído, prejudicando bastante as observações, e eu estava muito atarefado com minhas atividades estudantis, vou postar aqui o que eu deveria ter feito. Como outras pessoas já fizeram, vou roubar as fotos e postá-las.

Então, melhor explicando, “o que eu deveria ter feito” é a chamada MARATONA MESSIER, que consiste na observação do maior número entre os 109 corpos celestes do catálogo Messier numa única noite (de céu noturno limpo, de preferência em lua nova). Entre tais objetos estão nebulosas, galáxias, aglomerados estelares e várias outras categorias de objetos cosmológicos.

É claro que eu, como amador, com um telescópio amador de abertura pequena, não poderia encarar o desafio supremo de uma maratona dessa magnitude, então optei pela Mini-Maratona Messier 5K, que alivia bastante para um iniciante, mas não deixa de ser para ele o que a Maratona completa é para o astrônomo experiente, ou seja, uma sensação extremamente grandiosa.

A largada da corrida é dada nas Plêiades, que é a foto que está na na postagem logo abaixo e é a única que pode ser vista a olho nu. Também conhecida como M45 (M significando Messier, o autor do catálogo, e o 45 significa que ele é o quadragésimo quinto objeto no catálogo de Messier). Depois das Plêiades, vêm o aglomerado estelar M38, muito grande e difuso. Em seguida vem M36, M37 e M35, este último que na minha opinião é o mais bonito dos aglomerados, logo atrás das Plêiades, imbatíveis em sua beleza.

M38M38

M36M36

M37M37

M35M35

Agora vêm a nebulosa. Tão excêntrica que me poderia inspirar uma bela poesia… Esta logo abaixo é a chamada Grande Nebulosa de Órion (M42). Uma das mais esplêndidas maravilhas do céu.

M42M42

A Grande Nebulosa de Órion

Infelizmente esta é a única nebulosa da Mini-Maratona, mas ainda depois dela é possível ver mais três aglomerados estelares, M41, M47 e M44.

m41M41

M47M47

M44M44

Ao final da Messier 5K, está o par de galáxias M81 e M82, ambas na constelação da Ursa Maior:

M81M81

M82M82

E pra alcançar a linha de chegada, M65 e M66:

M65M65

M66M66

É claro que fotos mostram todos estes objetos com qualidade superior à que vemos com o telescópio, pois foram tiradas com câmeras com longo tempo de exposição à fraca luz que chega, definindo a imagem com perfeição; bem ao contrário dos nossos olhos, que têm uma sensibilidade muito baixa para a luz que neles entra. No entanto, não há recompensa maior do que encontrar os corpos por si mesmo e vê-los ao vivo, embora vejamos sempre o passado das estrelas… Pois o objeto mais próximo da terra, a estrela alfa-centauri(o), está a 4,2 anos-luz da terra, enquanto que alguns destes objetos aqui mostrados ultrapassam milhões de anos-luz de distância, ou seja, qualquer evento que vemos ocorrer em alfa-centauri aconteceu a 4,2 anos atrás.


Justificativa

15, Setembro, 2007

Estou preparando uma postagem que vai – finalmente – justificar o nome deste blog.

Breve num cinema perto de você.